O cuidado durante o processo de espumação é essencial para uma boa formulação e desempenho do produto. Os processos podem apresentar as mais diversas variações, como a temperatura do ambiente, temperatura da matéria-prima, tempo e rotação de mistura, e até mesmo a limpeza; que interferem no resultado final.
Os defeitos na espuma não são difíceis de serem diagnosticados, se as falhas não forem mecânicas. Porém, os defeitos na espuma quando ainda mole, em crescimento, são geralmente drásticos e de difícil correção. Confira abaixo alguns dos problemas mais comuns e como resolvê-los!
COLAPSO
Se a espuma cresce e cai, é possível:
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Aumentar o catalisador de estanho;
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Aumentar o silicone ou investigar sua atividade;
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Verificar erro nas dosagens;
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Procurar por possíveis contaminantes no sistema de espumas;
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Verificar mistura;
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Verificar índice de cálculo de proporção.
Se existem pequenas crateras ou rachos na superfície do bloco, as recomendações são:
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Aumentar catalisador de estanho e/ou baixar amina, desde que as células estejam suficientemente abertas;
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Verificar atividade do silicone;
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Minimizar incorporação de ar ao verter os reagentes.
EFERVESCÊNCIA
Nessa situação, caso a espuma não cresça e apareçam bolhas grandes que estouram na superfície, as recomendações são:
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Verificar pesagem dos materiais poliol/TDI;
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Verificar atividade e dosagem do silicone;
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Verificar atividade e dosagem do octoato de estanho;
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Verificar índice de cálculo de proporção.
ENCOLHIMENTO
Se o bloco se contrai durante a cura, o ideal é:
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Baixar catalisador de estanho;
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Diminuir silicone;
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Saída excessiva de gases.
Caso perceba excessiva emanação de vapores da superfície da espuma, o ideal é procurar por erro nas dosagens dos componentes da espuma, especialmente, as vazões de TDI, poliol e água.
RACHOS DE OCTOATO
Na presença de rachos esfarelentos em zigue-zague através dos blocos ou nos lados, é possível:
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Aumentar e verificar a reatividade do octoato de estanho;
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Verificar dosagem de água e TDI;
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Averiguar fatores mecânicos;
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Superfície pegajosa.
Caso a superfície do bloco permaneça pegajosa por um tempo prolongado, as recomendações são:
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Aumentar o nível total de catalisadores;
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Relaxamento excessivo.
Se o bloco cresce até a altura máxima e então relaxa excessivamente, as soluções podem ser:
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Aumentar o silicone ou verificar a sua atividade;
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Aumentar o catalisador de estanho;
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Faixa do octoato estreita.
Com isso, a formulação exibe uma faixa de trabalho de catalisador de estanho muito limitada e a latitude de rachos a células fechadas é muito estreita. Para solucionar, é possível:
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Diminuir nível de silicone;
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Usar silicone menos ativo;
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Se os tempos de reação permitirem, diminuir o catalisador de amina. Se possível, usar sistema de co-catalisadores.
CÉLULAS GROSSAS
Caso a espuma fique composta de células grossas e ásperas, o ideal é:
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Verificar atividade e nível do silicone;
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Aumentar o silicone;
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Aumentar rotação do misturador.
RACHOS DE REATIVIDADE
Se você perceber grandes fissuras lisas horizontais ou verticais no bloco, é preciso:
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Verificar nível de silicones e ajustar catalisadores de amina;
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Verificar dosagem de TDI;
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Averiguar fatores mecânicos;
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Amarelamento no centro do bloco.
Se há perda de propriedades no centro da espuma, as recomendações são:
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Verificar o índice (cálculo de proporção);
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Verificar dosagem de TDI/água/poliol;
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Procurar por contaminantes.
ESPUMA MORTA
Caso perceba baixa resiliência e células fechadas quando deformadas que demoram para voltar ao normal, você pode:
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Reduzir octoato de estanho;
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Reduzir a quantidade de silicone;
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Tentar obter células mais abertas (usar amina para bloco);
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Aumentar rotação de batida.
FRIABILIDADE
No caso de uma espuma que esfarela facilmente ao atrito, não há formação de polímero resistente, então é preciso:
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Averiguar erros na dosagem do poliol/TDI/água;
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Testar atividade reduzida do catalisador de estanho e/ou amina;
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Verificar índice de cálculo de proporção (aumentar).
ODOR
Se a espuma final apresentar cheiro desagradável, as recomendações são:
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Tentar usar outros catalisadores amínicos;
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Dar tempo para a emanação dos gases da espuma.
RECUPERAÇÃO LENTA
Se a espuma se recupera lentamente quando comprimida com um objeto pontiagudo, é possível:
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Diminuir catalisador de estanho e/ou silicone;
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Tentar obter células mais abertas;
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Valores fora do normal.
No caso de valores de resistência à tração abaixo do normal, deformação permanente superior a 10% e alongamento e/ou rasgamento à ruptura abaixo do normal, algumas soluções são:
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Verificar dosagem de TDI/ água / poliol;
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Reduzir o índice de TDI;
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Diminuir níveis de octoato e silicone (para deformação elevada e baixo rasgamento);
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Reduzir tamanho da célula (para valores de tração baixos);
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Utilizar índice de TDI entre 112-115, usar sistema de co-catalisadores e melhorar as condições de cura (para deformação elevada).
Com essas dicas, a chance do seu processo de espumação ocorrer sem nenhum problema será muito maior.
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