A reindustrialização sustentável no Brasil, especialmente dentro do contexto da bioindústria, depende diretamente da capacidade de a indústria química evoluir, inovar e superar seus desafios históricos. É impossível falar em agricultura de baixo carbono, bioplásticos, materiais avançados, economia circular ou produtos renováveis sem reconhecer que tudo começa na química. É ela quem fornece os insumos essenciais para que outros setores produtivos consigam se reinventar e operar de forma mais eficiente, limpa e competitiva. Por isso, sua transformação é também a transformação de toda a cadeia industrial brasileira.
Os desafios que moldam o presente
Apesar da importância estratégica, a indústria química nacional enfrenta um cenário complexo. O setor opera com cerca de 60% da capacidade instalada, reflexo de custos elevados, excesso de importações e perda de competitividade. Os preços de insumos como gás natural, energia e nafta permanecem mais altos no Brasil do que em outros polos globais, o que reduz margens, dificulta investimentos e limita a expansão de produção local. Paralelamente, a infraestrutura logística pouco integrada e a complexidade regulatória tornam o ambiente industrial ainda mais oneroso e pouco previsível.
Esse contexto favorece a entrada de produtos importados, que frequentemente chegam ao país com preços mais competitivos do que os fabricados internamente. Como consequência, o déficit da balança comercial de produtos químicos já se aproxima dos US$ 50 bilhões anuais. A dependência externa tem implicações profundas: reduz a autonomia tecnológica, desloca empregos qualificados para outros países, compromete cadeias produtivas inteiras e fragiliza a capacidade industrial brasileira de responder com agilidade às demandas de mercado.
Bioeconomia: um potencial gigantesco que começa pela química
Ao mesmo tempo em que enfrenta desafios estruturais, o Brasil possui características únicas que o posicionam como protagonista da bioeconomia global. O país reúne biodiversidade ampla, grande disponibilidade de biomassa e uma demanda crescente por materiais sustentáveis, fatores que abrem espaço para a criação de rotas químicas renováveis, produção de biopolímeros, soluções de base biotecnológica e produtos com menor pegada ambiental.
Estudos mostram que o setor de biotecnologia já movimenta quase R$ 78 bilhões no país e pode triplicar de tamanho até 2035, alcançando R$ 232 bilhões e gerando mais de 276 mil empregos diretos e indiretos. No entanto, esse potencial ainda esbarra em barreiras conhecidas, como tributação elevada, altos custos energéticos, logística limitada e dificuldade de acessar investimentos de longa duração. Em outras palavras, o país tem os recursos e o mercado, mas ainda precisa transformar esse potencial em escala industrial consolidada e isso só é possível com uma indústria química fortalecida e preparada para liderar o movimento.
Como o Grupo Flexível se insere nessa transformação
Nesse cenário, empresas que desenvolvem tecnologia aplicada, como o Grupo Flexível, tornam-se peças-chave para acelerar a reindustrialização sustentável no Brasil. Ao investir continuamente em pesquisa, novos processos e formulações mais eficientes, o Grupo Flexível contribui diretamente para que os fabricantes de diferentes setores tenham acesso a espumas de poliuretano com maior desempenho, menor impacto ambiental e valor agregado superior. A inovação em insumos é o primeiro passo para que toda a cadeia produtiva avance e esse é justamente o compromisso da empresa: oferecer soluções que permitam que a indústria brasileira cresça de forma sustentável, competitiva e alinhada às exigências de um mercado global em transformação.